19/09/2016
GÁS NATURAL

Evento na USP terá especialista britânico

Especialistas em energia e gás natural estarão reunidos em São Paulo, nos dias 27 e 28 de setembro, para a Sustainable Gas Research Innovation 2016. É um encontro entre pesquisadores do Sustainable Gas Institute (SGI), ligado ao Imperial College London, e do Centro de Pesquisa para Inovação em Gás Natural (“Research Centre for Gas Innovation” – RCGI na sigla em inglês) – um centro de excelência com sede na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) que é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Grupo BG/SHELL.

O SGI tem como objetivo debater projetos de P,D&I que possam ser trabalhados em parceria para aumentar o peso do gás natural na matriz energética mundial, com novas tecnologias e aplicações, e baixa emissão de gases de efeito estufa. Outros temas abordados serão o uso futuro do hidrogênio obtido a partir do gás natural como combustível, além sequestro de carbono. “Nesta conferência, cada instituição apresentará seus projetos em andamento, de modo que os pesquisadores conheçam esses trabalhos e possam colaborar com sugestões, parcerias e contribuições científicas de qualquer natureza”, explica o coordenador do RCGI, o professor Julio Meneghini, da Poli-USP.

O evento terá a participação de 140 pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Uma delegação britânica participará com 26 pessoas, conduzidas pelo professor Nigel Brandon, Diretor do SGI e Vice-diretor da Faculdade de Engenharia do Imperial College London. Brandon é um dos maiores experts do mundo em células a combustível – dispositivos que convertem eletroquimicamente o hidrogênio em eletricidade, sem passar por ciclos de carbono.

O Grupo BG/SHELL estará representado por seu gerente geral de separação de gás, Rob Littel, um dos keynote speakers do evento ao lado de Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp. Littel é responsável pelo desenvolvimento de tecnologia para a remoção de H2S (sulfato de hidrogênio), CO2 e outros contaminantes do gás natural e para captura, utilização e armazenamento de CO2.Também foram convidados gestores públicos, representantes do governo e de instituições de pesquisa, além de empresas da área de petróleo e gás.

De acordo com Meneghini, a função do RCGI e do SGI é estratégica. Ambos foram criados para funcionar como hubs dedicados ao tema gás natural e trabalhar de maneira conjunta. “Trata-se de pesquisas de ponta que trarão inovações importantes como, por exemplo, fomentar o combustível do futuro, que é o hidrogênio, já que a maneira mais barata de obter hidrogênio é a partir do gás natural”, afirma. “Hoje, boa parte do gás natural que é produzido no País é reinjetada no subsolo, inclusive a oriunda do pré-sal”, acrescenta Meneghini.

A meta de ambos os centros é realizar cinco conferências anuais. “Nossa ambição é estabelecer os fundamentos para crescer em uma escala maior, realizando conferências globais que inspirem novas e relevantes pesquisas”, finaliza Brandon. Maiores informações pelo site http://www.rcgi.poli.usp.br/

 

Veja também