06/07/2020
ENERGIA SOLAR

Setor cria 37 mil empregos até maio

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) informa que o setor gerou 37 mil empregos nos cinco primeiros meses de 2020, mesmo com a queda da atividade econômica e com a pandemia COVID-19. Até maio, a associação comenta que o setor adicionou 1.236,6 MW em capacidade instalada, um crescimento de 27,3% em relação ao histórico consolidado de 2019. 

Entre janeiro e maio deste ano os novos investimentos privados somam R$ 6 bilhões no Brasil. Com isso, os empreendimentos fotovoltaicos já operacionais proporcionaram uma arrecadação agregada de mais de R$ 2 bilhões em tributos aos cofres públicos em 2020. Apenas em maio, o setor gerou 7,2 mil empregos, trazendo R$ 1 bilhão em novos investimentos e a arrecadação de mais de R$ 424,5 milhões aos governos do País. O CEO da Absolar, Rodrigo Sauaia, comenta que o Brasil tem a seu favor uma ferramenta estratégica em prol da competitividade e do desenvolvimento sustentável. “Além de ser limpa, renovável e cada vez mais competitiva, a solar alivia os gastos dos consumidores com eletricidade, protegendo-os de aumentos recorrentes nas tarifas. Com isso, fortalece a economia do País e acelera os setores produtivos brasileiros, do agronegócio ao comércio, dos serviços à indústria. E ainda ajuda na recomposição dos cofres públicos e no cumprimento das metas ambientais assumidas pelo Brasil internacionalmente”, conclui Sauaia. 

Cenário mundial

A expectativa é que o setor de energias renováveis alcance a marca de 29,5 milhões de empregos até 2030 no mundo todo, com políticas públicas de recuperação econômica e transição energética no pós-pandemia. Os dados são do novo estudo internacional da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) intitulado “The post-covid recover: an agenda for resilience, development and equality”, divulgado no final de junho. Deste total, a fonte solar lideraria em novos postos de trabalho, representando cerca de 11,6 milhões de empregos, ou seja, mais de 39% do total. 

O estudo mostra, ainda, que o mundo poderá chegar a 100 milhões de novos trabalhadores no setor de energia até 2050, cerca de 40 milhões a mais do que hoje, o que inclui até 42 milhões de empregos no segmento de renováveis, hoje com 11 milhões de empregos totais. Uma transição energética acelerada poderia adicionar 5,5 milhões de empregos a mais até 2023 do que o cenário de referência.

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